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Líderes mundiais
falharam em proteger biodiversidade, diz estudo |
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O acordo de diminuir a perda da biodiversidade
do planeta não foi alcançado em 2010 pelos
líderes mundiais, ao contrário disso se
intensificou, lamentaram especialistas da ONU em relatório
publicado na revista científica americana "Science".
Um exemplo é o soldadinho-do-araripe, pássaro
que vive no Brasil considerado criticamente ameaçado
de extinção. Em comunicado Stuart Butchart,
principal autor do estudo do Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), declarou que as análises
mostram que os governos falharam nos compromissos assumidos
em 2002 e, de fato, a perda da biodiversidade continua
em um ritmo mais veloz do que nunca. Além de que
houve poucos avanços para reduzir as pressões
sobre as espécies, os habitats e os ecossistemas.
O estudo foi baseado em mais de 30
indicadores, como as alterações nas comunidades
de diferentes espécies, seus riscos de extinção
entre outras avaliações. “Nossos dados mostram
que 2010 não será o ano durante o qual a
queda da biodiversidade se deterá, mas deve ser
o momento no qual começaremos a tomar medidas seriamente
e a aumentar nossos esforços para cuidar do que
resta do nosso planeta", destacou Stuart Butchart.
O responsável científico
do programa da ONU para o meio ambiente, professor Joseph
Alcamo, informou que "desde 1970, reduzimos a população
animal da Terra em 30%, as zonas de mangues em 20%, bem
como os recifes de corais, em 40%", e concluiu ainda
que estas perdas não se justificam, "já
que a biodiversidade é uma contribuição
essencial ao bem-estar humano e ao desenvolvimento duradouro
como reconhecido nas Metas de Desenvolvimento do Milênio".
Worldwildlifeimages.com/Divulgação
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Do G1/France
Presse
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Casal
de focas sabe beijar e tocar saxofone |
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Focas moradoras de um tanque em um
parque na região de Baikal na cidade de Irkutsk,
na Sibéria, estão sendo treinadas. Um pequeno
grupo de animais está "estudando" artes,
entre eles se destacam Tito e Nessy o casal é um
dos mais dedicados nos treinos.
Saxofonista, pintor, dançarino
de break, Tito, o macho, está se saindo um artista
eclético. Ele ainda salta como golfinhos e namora
Nessy, que não se incomodam em ser fotografados
aos beijos.
Considerados símbolo para
a região dos lagos de Baikal, os treinadores das
focas estão orgulhosos do desempenho dos animais.
Esses animais mergulham até 200 metros na água
e podem ficar no fundo do mar por até 25 minutos.
Cada foca pesa, em média, 130 kg, e vive mais ou
menos 56 anos.
Divulgação
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Do G1
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Cientistas encontram
pegadas de escorpião gigante na Escócia |
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Cientistas britânicos encontraram
na Escócia, fósseis de um animal que teria
vivido há cerca de 330 milhões anos - muito
antes do surgimento dos dinossauros – teria 2 metros de
comprimento, 1 metro de largura e seis patas. Seu habitat
seria areia úmida. Eles acreditam ser um escorpião
gigante, antecessor dos atuais escorpiões e caranguejos.
Martin Whyte, da Universidade de
Sheffield, fazia uma caminhada pela região escocesa
de Fife, quando se deparou com as pegadas fossilizadas.
Elas representam a maior trilha de pegadas deixadas por
um animal invertebrado da qual a comunidade científica
tem conhecimento.
A trilha é composta por uma
ranhura central que segundo os cientistas teria sido feita
pela cauda do animal quando se arrastava pela areia, e
três fileiras de pegadas em formato de meia-lua
em cada lado da ranhura.
A teoria anterior dizia que o escorpião
batizado de Hibbertopterus, teria vivido exclusivamente
no meio aquático, e é contrariada pelo novo
registro fóssil. Segundo a Scottish Natural Heritage,
órgão que administra o patrimônio
natural da Escócia e que está financiando
a pesquisa, a descoberta é importante internacionalmente
por se tratar de uma criatura "gigantesca".
Richard Batchelor, da Geoheritage
Fife, afirmou que "a trilha está em uma situação
precária, já que ficou anos exposta à
erosão. A rocha em que ela está também
corre risco de desabar". A maneira mais adequada
para os paleontólogos executarem o estudo do fóssil
é criar um molde de silicone, pois removê-la
até um museu não seria viável financeiramente
além de que o molde pode ser replicado e ainda
pesquisado por vários anos.
Martin Whyte/Divulgação
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| Imagem reproduz
animal que cientistas acreditam ser um escorpião |
Da BBC
Brasil
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Elefante é
“Zequinha” de seu tratador |
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No West Midland Safari Park, (Inglaterra),
quando o jipe do tratador Lawrence Bates quebra, ele conta
com uma ajuda inesperada. Five uma elefanta africana de
18 anos, solicitamente vai empurrar o carro, ajuda Bates
a abrir o capô e ainda da uma enxaguada na lataria
para tirar a lama.
Será que o animal aprenderia
tudo isso só de olhar a ação dos
homens? É o que diz Bates. Segundo ele, em outra
situação o jipe havia quebrado e a equipe
do parque havia empurrado o veículo, lavado a lama
e aberto capô para verificar o motor. Five estava
presente na ocasião e parece ter guardado na memória.
G1
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Filhotes de urso andino
serão apresentados ao público |
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A fêmea de urso andino Billie
Jean, do zoológico Smithsonian, nos EUA, deu à
luz a dois filhotes. Uma fêmea e um macho. São
animais originários da America do Sul também
conhecidos como ursos-de-óculos e estão
ameaçados de extinção. É a
primeira vez que um filhote da raça nasce no zoológico
em 22 anos. Os filhotes serão exibidos ao público
assim que se acostumarem com a presença humana.
Por enquanto, foram divulgadas algumas fotos dos animais.
Do G1
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Formigas saltadoras
podem pular a até 230 km/h |
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Entre as mais de 13 mil espécies
de formigas identificadas são capazes de pular
ou saltar. Com uma picada de alto potencial, a formiga
saltadora Myrmecia pilosula, nativa da Austrália,
quando está agitada pula e essas características
permitem que ela ataque insetos tão grandes quanto
vespas.
Aparentemente a única formiga
a usar seu mecanismo de saltos não somente para
fuga, mas como forma normal de locomoção,
é uma espécie indiana Harpegnathos saltator.
Cientistas europeus e indianos concluíram que ela
consegue saltar de 30 cm a 45 cm sincronizando seus pares
de patas do meio e de trás. Eles usaram cinematografia
de alta velocidade para estudar a formiga e publicaram
a pesquisa no "Cellular and Molecular Life Sciences".
Em um estudo publicado no "Proceedings
of the National Academy of Sciences", outra espécie,
a Odontomachus bauri, consegue alcançar até
230 km/h, usando suas mandíbulas super desenvolvidas
para lançá-la ao ar. Os saltos enérgicos
permitem que a formiga ataque a presa com uma força
equivalente a 300 vezes seu peso corporal, afirmaram os
pesquisadores.
Divulgação
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| Harpegnathos
saltator utiliza seus saltos para se locomover;
espécie é capaz de saltar a uma distância
de quase meio metro
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Do G1/Do
New York Times
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Lagarto de duas cabeças
é encontrado na Austrália |
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Na cidade de Coogee, nas proximidades
de Sidney, na Austrália, foi resgatado um lagarto
da espécie shingleback (Tiliqua rugosa) com duas
cabeças. A informação foi publicada
pelo site do jornal "Metro" do Reino Unido.
A espécie é conhecida
por ter o rabo curto, o réptil, não tem
apenas duas cabeças, mas também um par de
pernas ao lado de cada cabeça, e ainda é
capaz de comer com as duas bocas. O animal foi encontrado
por funcionários de um parque especializado em
répteis e já ganhou uma moradia permanente
no local.
Segundo o jornal, o fato de possuir
duas cabeças dificulta a locomoção,
além disso, a cabeça maior tende a atacar
a menor.
Reprodução |
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Espécie
Tiliqua rugosa é conhecida por ter o rabo
curto. |
Do G1
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Pesquisadores descobrem
vulcão submarino mais profundo, a 5 km da superfície |
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Vulcão submarino mais profundo
do mundo foi descoberto na Fossa Cayman, a 5 km da superfície
do Mar do Caribe, com o auxílio de robô-submarino.
O robô ligado por cabo ao navio
RRS James Cook foi pilotado pelo geólogo Bramley
Murton que disse que é “como explorar a superfície
de outro mundo”, pois a área é repleta de
acumulado de minerais de diversas colorações
e enormes aglomerados de microorganismos bioluminescentes.
Na base desse ecossistema estão bactérias
que tiram proveito do ácido sulfídrico e
do metano expelidos pelas chaminés vulcânicas.
Há uma dinâmica interessante
nessas estruturas geológicas. As chaminés
vulcânicas subaquáticas têm fendas
pelas quais a água do mar se infiltra, alcançando
a crosta da Terra. A temperatura nessas regiões
pode chegar a 400°C. O impetuoso fluxo de água
hiper quente e rica em minerais segue para o fundo frio
do oceano. A pressão, 500 vezes maior que da atmosfera
terrestre, impede que a água ferva.
"Embora sejam condições
letalmente hostis para habitantes da superfície
como nós, existe vida em todas as profundidades
dos oceanos, até na base do fosso mais profundo”,
explicou por e-mail James Cook, outro biólogo tripulante
do James Cook.
De acordo com Douglas Connelly, geoquímico
do Centro Oceanográfico Nacional, da Grã-Bretanha,
que lidera a expedição, não foi rejeitada
a possibilidade de identificar novas formas de vida naquele
ambiente.
"Sabemos mais sobre a superfície
da Lua e de Marte do que sobre nosso próprio planeta,
porque dois terços da Terra são cobertos
por oceano, o que torna sua exploração muito
difícil”, comentou Maya Tolstoy, geofísica
marinha do departamento de ciências da terra da
Universidade Colúmbia.
National Oceanography
Centre / AP |
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Subchaminé
- Estrutura é o centro de ecossistema ainda
pouco conhecido |
Do G1/AP
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Pelicano ataca americano
em programa ao vivo |
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Uma cena interessante ocorreu em
St. Louis, no estado do Missouri, Estados Unidos, durante
um programa ao vivo da emissora de TV 'Fox2'. Um perito
em aves iria comentar sobre a invasão de pelicanos
na região, quando um deles, mais atrevido, atacou
a genitália do especialista.
Do G1
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Peixe-boi abraça
jangada “para copular” |
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Na foz do Rio Tatuamunha, ao norte
de Maceió, Alagoas, podemos encontrar uma das bases
do IBAMA que realiza o Projeto Peixe-boi, que entre outros
objetivos, tenta readaptar animais capturados ao seu ambiente
natural.
O animal possui esse nome porque
assim como o boi, é herbívoro e também
muito pesado, chegando a uma tonelada. Ele come folhas
de mangue, capim fluvial e algas, e o Tatuamunha é
rico nesses alimentos.
As nadadeiras, que são usadas como patas na parte
rasa do rio, possuem pequenas unhas para se diferenciar
do peixe-boi amazônico. Seu couro é áspero
e possui pelos, outra diferença do amazônico
– de pele absolutamente lisa e sem penugem.
Para se conhecer esses animais de
perto é possível realizar passeio organizado
pela Associação dos Ribeirinhos Amigos do
Meio Ambiente (Aribama) de Porto de Pedras, que navega
pelo rio com jangadas, pois é proibido transitar
com embarcação a motor, que pode machucar
o bicho.
Na visita podem-se observar os animais do recinto de adaptação
de animais resgatados do projeto e alguns que já
estão soltos no rio.
O Arani é um dos peixes-bois
marinhos que vive no Rio Tatuamunha ele tem sete anos
e pesa 270 quilos. Uma cena não muito comum que
deixa os visitantes extasiados é vê-los abraçados
às jangadas. Segundo o guia do passeio ele faz
isso porque não tem fêmea para copular e,
abraçando o barco, ele fica de barriga para cima,
ou seja, roçando sua genitália no casco
da jangada.
O peixe-boi é um animal muito
dócil e facilmente domesticado – um risco para
a espécie, já que é facilmente caçado.
Por isso a importância do projeto que tenta readaptá-lo
ao seu ambiente natural.
Do G1
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Parque é criticado
por promover lutas de boxe entre orangotangos |
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Atração turística
de um parque safári em Bancoc, na Tailândia,
é alvo de críticas de grupos de defesas
dos animais. Os shows promovidos são lutas de boxe
entre orangotangos. Os organizadores alegam que os animais
foram treinados para fingir que estão sendo nocauteados.
Para Debbie Leahy, diretora do grupo
Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta,
em inglês), "É triste que as pessoas
achem isso divertido". Essa não é a
primeira que o parque promove tais atrações.
Em 2004, o governo tailandês fechou o "Safari
World" e apreendeu 48 orangotangos que tinham sido
contrabandeados ilegalmente da Indonésia.
Reprodução/Barcroft
India/Getty Images |
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Parte do oceano
do Google Earth, que exibe o trecho das Ilhas Galápagos;
serviço está disponível a usuários
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Do G1
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Cobra com mais de
6 metros é encontrada em parque na Califórnia |
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Réptil é encontrado
em um parque no condado de Riverside, no estado da Califórnia
(EUA). Segundo reportagem da emissora de TV "KTLA"
o animal é uma píton birmanesa de mais de
seis metros de comprimento e 27 quilos.
A dimensão do animal levou
a americana Kristina Hillegart, funcionária de
um centro de controle de animais do condado de Riverside,
a apelidá-la de "Monstro do Lago Evans",
em uma alusão ao “Monstro do Lago Ness”, na Escócia.
Acredita-se que a cobra foi abandonada
no parque por alguém que não conseguia mais
mantê-la devido ao seu tamanho. Se ninguém
se manifestar pela píton ela será encaminhada
a um centro especializado em cuidar de animais de estimação
exóticos.
Foto: Divulgação |
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Cobra foi encontrada
em um parque no condado de Riverside. |
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Píton tem
mais de seis metros de comprimento e pesa 27 quilos.
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Do G1
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Cegonha com plumagem
azul intriga alemães |
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Michael Urban/AFP encontrou uma ave
com plumagem exótica em seu ninho na cidade de
Biegen – Alemaha. A cegonha apresenta plumas azuis e intriga
os especialistas que ainda não sabem por que o
animal apresenta tal coloração.
Do G1
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Aves cometem "adultério"
e "divórcio", diz pesquisadora |
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As aves já não possuem
mais aquela imagem romântica de casal para a vida
toda. Livro lançado no Canadá chamado The
Bird Detective" ("A Detetive das Aves"),
desmente alguns mitos com estudos das aves canoras.
Segundo autora do livro, Bridget
Stutchbury, professora de Biologia da Universidade York,
em Toronto, embora alguns desses animais possuam vínculos
conjugais permanentes isso não é comum a
maioria das aves canoras, mostrando que elas priorizam
o conforto e melhor qualidade dos parceiros e de sua prole.
O livro é resultado de 20
anos de investigação científica onde
foram utilizadas diversas técnicas como o monitoramento
por rádio e análises de DNA, e mostra
"Em termos dos dez maiores mitos
sobre as aves, o dos vínculos conjugais permanentes
[...] ocorre para algumas aves, mas não para a
maioria das aves canoras que estudamos",
O livro utiliza 20 anos de pesquisas
com técnicas como monitoramento por rádio
e exames de DNA, e mostra, por exemplo, machos da espécie
Empidonax virescens fecundando fêmeas longe dos
seus ninhos, e fêmeas do Vireo solitarius premeditando
o divórcio, ao avaliar novos parceiros antes de
abandonar sua prole.
"A principal descoberta é
que muitas aves se divorciam por razões que os
humanos descreveriam como egoístas", disse
Stutchbury, lembrando que as fêmeas podem ir atrás
de machos mais coloridos e que cantem melhor. Ou então
podem "cair no mundo" e se mudar para áreas
onde haja mais segurança e mais comida.
"As fêmeas estão
procurando o macho de mais alta qualidade, para que a
sua própria prole possa ser de alta qualidade",
disse ela.
Depois de estudar dezenas de espécies
canoras do Canadá, EUA e Panamá, ela disse
que o encurtamento dos verões pode levar as fêmeas
a abandonarem os ninhos antes que suas crias estejam totalmente
emplumadas, pois assim elas podem rapidamente encontrar
novos machos e botar mais ovos. Isso deixa os machos sozinhos
na tarefa de alimentar os filhotes.
Já os machos podem triplicar
ou quadruplicar seu sucesso reprodutivo se fertilizarem
as fêmeas vizinhas, mas só os "parceiros"
cuidam dos filhotes, e muitos se deixam enganar.
"Eles não sabem distinguir
quando o ovo é chocado, se é deles ou não.
Eles não têm como saber."
O divórcio é surpreendentemente
comum entre as aves, e a maioria vive com o mesmo parceiro
apenas durante alguns meses ou anos. As taxas de divórcio
variam de zero entre os albatrozes a 99 por cento entre
certos flamingos.
O livro, editado pela HarperCollins,
será lançado no Canadá e no final
de maio nos EUA.
Divulgação
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Empidonax virescens é uma das aves citadas
no livro; machos da espécie fecundam outras
fêmeas longe dos seus ninhos |
Da Folha/Reuters
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